Responsabilidade e Reputação social
domingo, 2 de junho de 2013
Como podemos ser mais sustentáveis?
Todos nós temos o dever de ser mais sustentáveis com o mundo em que vivemos, por isso, hoje vou dar-vos algumas dicas de como podem ser mais sustentáveis no vosso dia-a-dia.
Com o aparecimento da internet e dos novos meios de comunicação tornou-se ainda mais fácil poupar-se em certas coisas. De que forma podemos ser nós sustentáveis sem sairmos das nossas próprias casas? Como podemos ajudar o ambiente?
Deixo-vos agora algumas dicas quer para o dia-a-dia quer para a vida profissional:
1. Trocar as lâmpadas tradicionais por lâmpadas ecológicas/ económicas;
2. Reciclagem de pilhas ou então o uso de pilhas recicláveis;
3. Faça compras on-line, desta forma poupa combustível e sacos de plástico;
4. Poupar energia, manter apenas os aparelhos ligados quando necessário;
5. Partilhe o carro com os colegas de trabalho, assim em vez de irem sozinhos e serem mais carros a poluir é só um e ainda tem companhia;
6. Poupe água, é um bem essencial à vida e tem de ser cada vez mais poupado e preservado;
7. Não deite as coisas/materiais fora, reutilize para outra função ou dê a instituições ou aos mais carenciados;
8. Recicle os materiais de vidro diminuindo a poluição;
9. Reduza no tempo dos banhos diários;
10. Não utilize sacos de plástico, volte à moda antiga das cestinhas e dos carrinhos de mercado ou sacos de pano/tecidos sendo eles reutilizáveis.
Apesar de estas dicas que lhe dei aqui, acredito que se lembre ainda de mais. Ajude o ambiente e estará a ajudar-se a si!
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Bolsa de Valores Sociais
A Bolsa de Valores Sociais (BVS) lançou em Portugal o conceito de Investimento Social, uma nova mentalidade no apoio às organizações sociais. Trata-se de perceber e actuar nas causas sociais e não nas consequências do problema. Vou, então, explicar-vos o contexto da criação da bolsa e como evoluiu a mentalidade de investidores particulares e empresariais.
A BVS nasceu em 2009, com o objectivo de procurar oferecer à sociedade não apenas um novo canal, mas principalmente uma nova mentalidade no apoio às organizações sociais através do conceito do Investimento Social, que foi lançado pela BVS em Portugal.
O Investimento Social obedece ao mesmo principio da filantropia, que é o de fazer o bem. Mas ao contrário da filantropia, que pára por aí, o investimento social pressupõe ir além: perceber e actuar nas causas e não nas consequências do problema. Apoiar soluções que interrompam ciclos de pobreza e de exclusão social e não apenas socorrer essas situações.
Nunca houve uma consciência tão grande a respeito dos problemas sociais, tantas organizações sociais, voluntários e recursos financeiros de fundações, de doadores particulares e de empresas através de programas de responsabilidade social.
Há uns anos atrás, não havia essa consciência, nem o conjunto de recursos que temos nos dias de hoje.
No entanto, as situações de pobreza e exclusão social só se agravam. Estamos em Portugal bem piores que o ano passado. O tecido social está cada vez mais fragilizado. O que acaba por provocar algum cansaço por parte dos doadores.
Mais do que uma necessidade, o grande desafio é provar a capacidade em oferecer novas respostas a velhos problemas. As que não o fizerem estão prontas a fechar num futuro muito próximo devido à instabilidade financeira e institucional que atravessam.
Saõ cotados em média 25 a 30 projectos, sendo todos eles relevantes, pois a aprovação destes é criteriosamente tratada. Todas as candidaturas são analisadas, se for pré-aprovada na fase inicial, então a equipa técnica da BVS visita as instalações para poder perceber as capacidades dos profissionais e da instituição, as do público beneficiário e se o projecto vai actuar na causa e não apenas na consequência dos problemas. É também feita uma análise SWOT e mais tarde são discutidas em comité até que seja aprovado.
Da candidatura à resposta não demora mais do que três, quarto semanas.
Qualquer pessoa pode ser um investidor social. Passa a ter uma página no site e através dessa página tem acesso às informações e aos relatórios do resultado. A partir de cinco euros particulares ou empresas podem tornar-se investidores sociais.
A BVS é um interlocutor que fala a língua do "business". São pragmáticos na visão e metodologia, adoptando os princípios de governação e transparência empresarial sem perder a alma social. Encorajam muitas empresas a não se sentirem culpadas por cobrar que as organizações sociais prestem contas sociais e financeiras dos recursos que recebem. Isto é um pacto de entendimento e parceria.
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Estarão as causas impunes à crise?
São muitas as associações de solidariedade social que exercem actividade no mercado português. Milhares de portas abertas que dependem maioritariamente de donativos e parcerias. Em particular de empresas. Numa fase em que a economia de Portugal atravessa um dos seus piores momentos, vamos saber como é que estas associações gerem a situação.
Estas associações englobam-se no terceiro sector que se pode dizer que é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais que têm como objectivo gerar serviços de carácter público. Logo, são maioritariamente dependentes de verbas que chegam via apoio e parcerias. Pois, há um fraco peso de donativos particulares. Para estas associações poderem ir mais longe é necessário manterem estruturas profissionalizadas, asseguradas não apenas por voluntários. É necessário haver outro nível de profissionalismo do outro lado, ou seja, das empresas.
Os apoios nunca chegam. Existem empresas que no âmbito da sua politica de responsabilidade social, contactam com as associações. Mas cada vez menos. São as associações que tem de procurar parceiros que possam viabilizar o projecto.
Existem empresas que apoiam associações mas não querem que seja divulgado por serem associações que acolhem causas que socialmente são ainda vitimas de descriminalização. Não é fácil a fidelização das empresas. Há muitos lobbies e muitas fundações, que gerem apoios dentro das próprias empresas. A grande maioria das empresas muda os seus apoios de ano para ano.
Estas associações ajudam a reduzir custos ao país. Apesar de não ser essa a imagem que passa. Os serviços sociais vivem nos gabinetes, atrás de pilhas de papéis. Era preciso que as empresas também tivessem outra atitude para além de avaliar as contas.
O Estado precisa das instituições. As pessoas que pensam que os funcionários destas instituições são voluntárias, enganam-se, pois existe uma grande parte destes funcionários que são pagos, porque se não fosse assim estas instituições tinham também falta de pessoas e profissionais.
E é de aplaudir esta profissionalização, este olhar para as instituições como marcas cuja diferença apenas é terem uma causa por trás, uma relação emocional. Quando se trabalha uma marca no terceiro sector a mais valia é esta vertente emocional.
As instituições tem um problema com o voluntariado: não há o hábito do compromisso. A maioria das pessoas procura o voluntariado para um determinado espaço de tempo e, por vezes, até para um projecto especifico. Faltam voluntários que queiram trabalhar ao longo de três, quatro anos. Os próprios gestores de voluntariado, ou seja, a pessoa responsável custa dinheiro à organização.
Com a situação actual do país sem dúvida que estas causas não estão impunes à crise, pois sem a ajuda do Estado e a terem de gerir todas as necessidades dependendo de parcerias e apoios, não é de todo fácil. As empresas e os particulares hoje em dia tentam cortar o máximo de despesas e encargos possíveis e apesar de o povo português não ser formado infelizmente desde pequeno a este nível, é ainda um povo sensível, que ainda vai ajudando e contribuindo quando há uma causa.
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
terça-feira, 28 de maio de 2013
Sonae Sierra - Projeto Planet Sierra Tenant Award ´12
A Sonae Sierra, entidade promotora do concurso, já apurou as 72 candidaturas apresentadas pelos lojistas que integram os centros comerciais geridos pela empresa, nos sete mercados onde marca presença (Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Roménia e Brasil) e que estão na corrida ao prémio que distingue as melhores práticas e iniciativas ambientais.
No mercado português, foram escolhidos 25 candidatos, no âmbito das 3 categorias a concurso (as marcas abaixo enunciadas são relativamente às lojas de alguns centros comerciais do país) :
Categoria A - grandes unidades, com mais de 1000 m2, ou unidades pertencentes a cadeias que possuam uma rede com um minimo de 10 lojas - C&A Modas; Worten; FNAC; Giovanni Galli e Shana.
Categoria B - Unidades com uma área inferior a 1000 m2 e que no total possuam menos de 10 lojas no seu portefólio - Ornimundo; McDonald´s; Nespresso e Farmácia.
Categoria C - Supermercados com mais de 1000 m2 e hipermercados - Continente.
Algumas das práticas e iniciativas "verdes" apresentadas pelos candidatos eleitos passam por:
- Separação e reciclagem dos resíduos gerados pela actividade dos lojistas;
- Recurso a fornecedores ambientalmente responsáveis;
- Redução de custos de electricidade;
- Promoção de acções de formação em práticas ambientais junto dos colaboradores;
- Utilização de uma frota de transportes o mais possível sustentável.
Após o anúncio dos 8 vencedores em Abril, a entrega dos prémios decorreu ao longo deste mês de Maio, nos diversos países dos centros comerciais aderentes.
Os vencedores irão receber um diploma e um troféu, bem como o prémio monetário no valor de 2.500 euros.
O prémio será atribuído a dois lojistas por país, um para a categoria A e outro para a categoria B. Na C haverá um único vencedor a nível internacional.
Além de premiar os lojistas com as melhores práticas ambientais a iniciativa visa "garantir uma melhoria continua da performance ambiental e minimizar os impactos das actividades da empresa em todas as áreas de negócio e em todos os países onde está presente" - Sonae Sierra.
Até um próximo post,
Margarida, relações públicas
segunda-feira, 27 de maio de 2013
As Diferentes Gerações nos Direitos Humanos
Num post anterior, falei-vos do que são os Direitos Humanos e um pouco da sua história, neste post vou falar-vos da evolução que estes tiveram perante três gerações diferentes e as mudanças de pensamentos que conduziram a algumas alterações, nestes sofridas.
O facto de podermos dividir os Direitos Humanos por gerações incide na evolução histórica destes mesmos direitos. O processo da criação dos Direitos Humanos é continuo e inesgotável, ou seja, à medida que a sociedade vai evoluindo será preciso aperfeiçoar os direitos de acordo com a nova conjuntura da sociedade, evoluem consoante o tempo e a realidade social.
1ª Geração
A primeira geração dos Direitos Humanos baseia-se na liberdade. Nesta fase eram importantes os aspectos axiológicos, tendo como mais relevantes as liberdades públicas e os direitos políticos.
Neste tempo era necessário a existência de alguns valores com protecção da sociedade face aos poderosos e ao seu abuso do poder. Alguns dos direitos deste tempo eram a liberdade de expressão, a pressunção de inocência, a inviobalidade de domicilio e a protecção à vida privada. O cidadão passa a ter o direito de votar, de ser votado, de ocupar funções públicas.
As liberdades públicas e os direitos políticos são,assim, um grande avanço para a época. Outros dos beneficios observáveis foram a abolição da pena de morte, trabalhos forçados, criação de leis que criminalizem o racismo, entre outras.
2ª Geração
Os Direitos Humanos da segunda geração consistem na ideia do Estado de bem-estar social e exigir prestações estatais positivas de forma a que todos possam beneficiar de igualdade de oportunidades. O Estado tem de ter condições sociais ou económicas favoráveis para a sua população. Aqui insere-se o direito à saúde, à educação, ao transporte, entre outros.
Desta forma, os direitos da segunda geração podem ser apresentados da seguinte forma: direitos sociais que incluem educação, saúde, trabalho e segurança, entre outros; direitos económicos, que incluem a valorização do trabalho, direitos culturais, acesso a fontes de cultura nacional, protecção do património cultural, manifestações culturais, entre outros.
3ª Geração
Os Direitos Humanos da terceira geração são denominados por direitos de fraternidade ou solidariedade. Abrangem o colectivo e não o individual.
Estes têm como maior objectivo, a protecção dos grupos mais vulneráveis bem como a preservação de um ambiente ecológico equilibrado.
A defesa destes direitos é fundamentalmente feita por organizações não-governamentais, como a ONU, ou pelo Ministério Público de um determinado Estado e agora com mais frequência do que à uns anos atrás pelos cidadãos em acções populares. A concretização dos direitos colectivos é do Estado mas também da sociedade.
Os direitos colectivos, englobam direitos como:
- Direito à paz; à propriedade sobre património comum da humanidade; à comunicação; à auto-determinação dos povos; à defesa de ameaça de purificação racial; à protecção em tempos de guerra.
É importante concluir, dizendo que tanto os Direitos Humanos da 1ª,2ª e 3ª geração ainda se encontram longe de concretizar, ou melhor, de serem plenos em todos os Estados, ainda existe muita guerra, muitos países onde a igualdade não é uma realidade e é sem dúvida preocupante que ainda assim o seja em pleno século XXI.
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
O facto de podermos dividir os Direitos Humanos por gerações incide na evolução histórica destes mesmos direitos. O processo da criação dos Direitos Humanos é continuo e inesgotável, ou seja, à medida que a sociedade vai evoluindo será preciso aperfeiçoar os direitos de acordo com a nova conjuntura da sociedade, evoluem consoante o tempo e a realidade social.
1ª Geração
A primeira geração dos Direitos Humanos baseia-se na liberdade. Nesta fase eram importantes os aspectos axiológicos, tendo como mais relevantes as liberdades públicas e os direitos políticos.
Neste tempo era necessário a existência de alguns valores com protecção da sociedade face aos poderosos e ao seu abuso do poder. Alguns dos direitos deste tempo eram a liberdade de expressão, a pressunção de inocência, a inviobalidade de domicilio e a protecção à vida privada. O cidadão passa a ter o direito de votar, de ser votado, de ocupar funções públicas.
As liberdades públicas e os direitos políticos são,assim, um grande avanço para a época. Outros dos beneficios observáveis foram a abolição da pena de morte, trabalhos forçados, criação de leis que criminalizem o racismo, entre outras.
2ª Geração
Os Direitos Humanos da segunda geração consistem na ideia do Estado de bem-estar social e exigir prestações estatais positivas de forma a que todos possam beneficiar de igualdade de oportunidades. O Estado tem de ter condições sociais ou económicas favoráveis para a sua população. Aqui insere-se o direito à saúde, à educação, ao transporte, entre outros.
Desta forma, os direitos da segunda geração podem ser apresentados da seguinte forma: direitos sociais que incluem educação, saúde, trabalho e segurança, entre outros; direitos económicos, que incluem a valorização do trabalho, direitos culturais, acesso a fontes de cultura nacional, protecção do património cultural, manifestações culturais, entre outros.
3ª Geração
Os Direitos Humanos da terceira geração são denominados por direitos de fraternidade ou solidariedade. Abrangem o colectivo e não o individual.
Estes têm como maior objectivo, a protecção dos grupos mais vulneráveis bem como a preservação de um ambiente ecológico equilibrado.
A defesa destes direitos é fundamentalmente feita por organizações não-governamentais, como a ONU, ou pelo Ministério Público de um determinado Estado e agora com mais frequência do que à uns anos atrás pelos cidadãos em acções populares. A concretização dos direitos colectivos é do Estado mas também da sociedade.
Os direitos colectivos, englobam direitos como:
- Direito à paz; à propriedade sobre património comum da humanidade; à comunicação; à auto-determinação dos povos; à defesa de ameaça de purificação racial; à protecção em tempos de guerra.
É importante concluir, dizendo que tanto os Direitos Humanos da 1ª,2ª e 3ª geração ainda se encontram longe de concretizar, ou melhor, de serem plenos em todos os Estados, ainda existe muita guerra, muitos países onde a igualdade não é uma realidade e é sem dúvida preocupante que ainda assim o seja em pleno século XXI.
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Care2
A Care2 é uma rede social, cujo o objectivo principal é ajudar as pessoas a criarem um mundo melhor. Esta é das redes sociais com mais sucesso nos últimos tempos na medida em que ajuda a interligar as pessoas, organizações, negócios socialmente responsáveis de modo a criarem algum impacto na nossa sociedade.
O Care2 obriga-nos a criar um perfil e a partilhar nele os nossos interesses se nos quisermos registar, de forma, a podermos interagir com pessoas ou grupos que se preocupem com os mesmos assuntos que nós.
Através desta rede social podemos fazer a diferença na vida dos outros na nossa comunidade, ou até mesmo no Mundo, ajudando iniciativas e causas.
Nesta rede social, pode criar a sua própria petição e partilhar com amigos e começar a angariar fundos para a sua própria mudança no Mundo.
Logo, através desta rede podemos ter a nossa própria petição ou ajudar, apoiar outra causa. Podemos ajudar através de assinaturas ou doações, estando a ajudar alguém ou alguma causa, ou seja, uma pessoa ou organização que defende os mesmos interesses que nós.
As várias vertentes que o Care2 defende são, o bem-estar animal, os direitos das mulheres, política, alimentação, movimento LGBT, o desenvolvimento económico, a protecção de crianças, os direitos civis, a educação, o ambiente, entre outras. Permite-nos também encontrar acções de voluntariado de acordo com os nossos interesses na nossa área de região.
Desta forma, é nos permitido participar na sociedade e no Mundo em que vivemos, podendo-os tornar melhores.
Ajude-nos a ajudar e a tornar o nosso Mundo melhor!!
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de Relações Públicas
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Direitos Humanos
Quando recuamos uns anos atrás procuramos situações de luta pelos Direitos Humanos ou de violência dos mesmos. A escravatura era um dos exemplos onde se lutava pela dignidade humana. Haviam também, as lutas contra os povos que tentavam colonizar outros. Isto para vos dizer, que se fala dos Direitos Humanos e se luta por eles desde à muitos séculos.
Todos temos uma noção no que consiste os Direitos Humanos, mas explicando agora com palavras correctas, os Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos, abrangendo estes de uma forma mais pormenorizada direitos como o direito à vida, direito à liberdade, quer de expressão quer de pensamento, direito de igualdade entre géneros, entre muitos outros, sendo todos eles de igual forma importantes.
Alguns dos avanços históricos face aos Direitos Humanos foram a abolição da escravatura, abolição da pena de morte em alguns países, libertação de colónias dos países ocidentais e a entrada da mulher no mercado de trabalho.
É importante referir alguns nomes relacionados com a luta dos direitos fundamentais, entre eles, Mahatma Ghandi, no seu papel na luta pela desconalização da Índia, José Ramos Horta, pelo constante alerta que fez à situação de Timor-Leste, Martin Luther King na luta pela igualdade, Nelson Mandela pela luta pela sua África, entre outros. Estas são personalidades de impacto mundial. Existem também organizações não- governamentais que lutam e defendem os Direitos Humanos.
Podemos esquematizar algumas características comuns aos Direitos Humanos que nos permitem uma compreensão mais aprofundada da sua função. Sendo eles:
Universalidade: os direitos fundamentais aplicam-se a todos os indivíduos independentemente da sua nacionalidade, sexo, raça, credo ou convicção politico-filosófica;
Efectividade: o poder público deve actuar de modo a garantir a efectivação dos direitos e garantias fundamentais, usando inclusive mecanismos coercitivos quando necessários, porque esses direitos não se satisfazem com o simples reconhecimento abstracto;
Interdependência: As várias previsões constitucionais e infraconstitucionais não podem chocar-se com os direitos fundamentais, devem-se relacionar de forma a atingirem as suas finalidades.
Complementariedade: Os direitos humanos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente, mas sim em conjunto, com a finalidade da sua plena realização.
Imprescritibilidade: os direitos humanos fundamentais não se perdem pelo decurso de prazo, são permanentes.
Inalienabilidade: não se transferem de uma para outra pessoa, os direitos fundamentais, ou seja, gratuitamente, mediante o pagamento.
Denunciabilidade: Os direitos humanos fundamentais não são renunciáveis. Não se pode exigir de ninguém que renuncie à vida ou à liberdade em lugar de outra pessoa.
Inviolabilidade: Nenhuma lei infraconstitucional nem nenhuma autoridade pode desrespeitar os direitos fundamentais de outrem, sob pena de responsabilização civil, administrativa e criminal.
É talvez importante, após este post pensarmos se os Direitos Humanos terão ou não mudado ao longo destes anos. Será que as pessoas se respeitam mais? Como está a nossa sociedade face a alguns temas, como a discriminação, a pena de morte, a escravatura?
Num próximo post, irei explicar-vos como estes evoluíram....
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
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