domingo, 2 de junho de 2013
Como podemos ser mais sustentáveis?
Todos nós temos o dever de ser mais sustentáveis com o mundo em que vivemos, por isso, hoje vou dar-vos algumas dicas de como podem ser mais sustentáveis no vosso dia-a-dia.
Com o aparecimento da internet e dos novos meios de comunicação tornou-se ainda mais fácil poupar-se em certas coisas. De que forma podemos ser nós sustentáveis sem sairmos das nossas próprias casas? Como podemos ajudar o ambiente?
Deixo-vos agora algumas dicas quer para o dia-a-dia quer para a vida profissional:
1. Trocar as lâmpadas tradicionais por lâmpadas ecológicas/ económicas;
2. Reciclagem de pilhas ou então o uso de pilhas recicláveis;
3. Faça compras on-line, desta forma poupa combustível e sacos de plástico;
4. Poupar energia, manter apenas os aparelhos ligados quando necessário;
5. Partilhe o carro com os colegas de trabalho, assim em vez de irem sozinhos e serem mais carros a poluir é só um e ainda tem companhia;
6. Poupe água, é um bem essencial à vida e tem de ser cada vez mais poupado e preservado;
7. Não deite as coisas/materiais fora, reutilize para outra função ou dê a instituições ou aos mais carenciados;
8. Recicle os materiais de vidro diminuindo a poluição;
9. Reduza no tempo dos banhos diários;
10. Não utilize sacos de plástico, volte à moda antiga das cestinhas e dos carrinhos de mercado ou sacos de pano/tecidos sendo eles reutilizáveis.
Apesar de estas dicas que lhe dei aqui, acredito que se lembre ainda de mais. Ajude o ambiente e estará a ajudar-se a si!
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Bolsa de Valores Sociais
A Bolsa de Valores Sociais (BVS) lançou em Portugal o conceito de Investimento Social, uma nova mentalidade no apoio às organizações sociais. Trata-se de perceber e actuar nas causas sociais e não nas consequências do problema. Vou, então, explicar-vos o contexto da criação da bolsa e como evoluiu a mentalidade de investidores particulares e empresariais.
A BVS nasceu em 2009, com o objectivo de procurar oferecer à sociedade não apenas um novo canal, mas principalmente uma nova mentalidade no apoio às organizações sociais através do conceito do Investimento Social, que foi lançado pela BVS em Portugal.
O Investimento Social obedece ao mesmo principio da filantropia, que é o de fazer o bem. Mas ao contrário da filantropia, que pára por aí, o investimento social pressupõe ir além: perceber e actuar nas causas e não nas consequências do problema. Apoiar soluções que interrompam ciclos de pobreza e de exclusão social e não apenas socorrer essas situações.
Nunca houve uma consciência tão grande a respeito dos problemas sociais, tantas organizações sociais, voluntários e recursos financeiros de fundações, de doadores particulares e de empresas através de programas de responsabilidade social.
Há uns anos atrás, não havia essa consciência, nem o conjunto de recursos que temos nos dias de hoje.
No entanto, as situações de pobreza e exclusão social só se agravam. Estamos em Portugal bem piores que o ano passado. O tecido social está cada vez mais fragilizado. O que acaba por provocar algum cansaço por parte dos doadores.
Mais do que uma necessidade, o grande desafio é provar a capacidade em oferecer novas respostas a velhos problemas. As que não o fizerem estão prontas a fechar num futuro muito próximo devido à instabilidade financeira e institucional que atravessam.
Saõ cotados em média 25 a 30 projectos, sendo todos eles relevantes, pois a aprovação destes é criteriosamente tratada. Todas as candidaturas são analisadas, se for pré-aprovada na fase inicial, então a equipa técnica da BVS visita as instalações para poder perceber as capacidades dos profissionais e da instituição, as do público beneficiário e se o projecto vai actuar na causa e não apenas na consequência dos problemas. É também feita uma análise SWOT e mais tarde são discutidas em comité até que seja aprovado.
Da candidatura à resposta não demora mais do que três, quarto semanas.
Qualquer pessoa pode ser um investidor social. Passa a ter uma página no site e através dessa página tem acesso às informações e aos relatórios do resultado. A partir de cinco euros particulares ou empresas podem tornar-se investidores sociais.
A BVS é um interlocutor que fala a língua do "business". São pragmáticos na visão e metodologia, adoptando os princípios de governação e transparência empresarial sem perder a alma social. Encorajam muitas empresas a não se sentirem culpadas por cobrar que as organizações sociais prestem contas sociais e financeiras dos recursos que recebem. Isto é um pacto de entendimento e parceria.
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Estarão as causas impunes à crise?
São muitas as associações de solidariedade social que exercem actividade no mercado português. Milhares de portas abertas que dependem maioritariamente de donativos e parcerias. Em particular de empresas. Numa fase em que a economia de Portugal atravessa um dos seus piores momentos, vamos saber como é que estas associações gerem a situação.
Estas associações englobam-se no terceiro sector que se pode dizer que é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais que têm como objectivo gerar serviços de carácter público. Logo, são maioritariamente dependentes de verbas que chegam via apoio e parcerias. Pois, há um fraco peso de donativos particulares. Para estas associações poderem ir mais longe é necessário manterem estruturas profissionalizadas, asseguradas não apenas por voluntários. É necessário haver outro nível de profissionalismo do outro lado, ou seja, das empresas.
Os apoios nunca chegam. Existem empresas que no âmbito da sua politica de responsabilidade social, contactam com as associações. Mas cada vez menos. São as associações que tem de procurar parceiros que possam viabilizar o projecto.
Existem empresas que apoiam associações mas não querem que seja divulgado por serem associações que acolhem causas que socialmente são ainda vitimas de descriminalização. Não é fácil a fidelização das empresas. Há muitos lobbies e muitas fundações, que gerem apoios dentro das próprias empresas. A grande maioria das empresas muda os seus apoios de ano para ano.
Estas associações ajudam a reduzir custos ao país. Apesar de não ser essa a imagem que passa. Os serviços sociais vivem nos gabinetes, atrás de pilhas de papéis. Era preciso que as empresas também tivessem outra atitude para além de avaliar as contas.
O Estado precisa das instituições. As pessoas que pensam que os funcionários destas instituições são voluntárias, enganam-se, pois existe uma grande parte destes funcionários que são pagos, porque se não fosse assim estas instituições tinham também falta de pessoas e profissionais.
E é de aplaudir esta profissionalização, este olhar para as instituições como marcas cuja diferença apenas é terem uma causa por trás, uma relação emocional. Quando se trabalha uma marca no terceiro sector a mais valia é esta vertente emocional.
As instituições tem um problema com o voluntariado: não há o hábito do compromisso. A maioria das pessoas procura o voluntariado para um determinado espaço de tempo e, por vezes, até para um projecto especifico. Faltam voluntários que queiram trabalhar ao longo de três, quatro anos. Os próprios gestores de voluntariado, ou seja, a pessoa responsável custa dinheiro à organização.
Com a situação actual do país sem dúvida que estas causas não estão impunes à crise, pois sem a ajuda do Estado e a terem de gerir todas as necessidades dependendo de parcerias e apoios, não é de todo fácil. As empresas e os particulares hoje em dia tentam cortar o máximo de despesas e encargos possíveis e apesar de o povo português não ser formado infelizmente desde pequeno a este nível, é ainda um povo sensível, que ainda vai ajudando e contribuindo quando há uma causa.
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
terça-feira, 28 de maio de 2013
Sonae Sierra - Projeto Planet Sierra Tenant Award ´12
A Sonae Sierra, entidade promotora do concurso, já apurou as 72 candidaturas apresentadas pelos lojistas que integram os centros comerciais geridos pela empresa, nos sete mercados onde marca presença (Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Roménia e Brasil) e que estão na corrida ao prémio que distingue as melhores práticas e iniciativas ambientais.
No mercado português, foram escolhidos 25 candidatos, no âmbito das 3 categorias a concurso (as marcas abaixo enunciadas são relativamente às lojas de alguns centros comerciais do país) :
Categoria A - grandes unidades, com mais de 1000 m2, ou unidades pertencentes a cadeias que possuam uma rede com um minimo de 10 lojas - C&A Modas; Worten; FNAC; Giovanni Galli e Shana.
Categoria B - Unidades com uma área inferior a 1000 m2 e que no total possuam menos de 10 lojas no seu portefólio - Ornimundo; McDonald´s; Nespresso e Farmácia.
Categoria C - Supermercados com mais de 1000 m2 e hipermercados - Continente.
Algumas das práticas e iniciativas "verdes" apresentadas pelos candidatos eleitos passam por:
- Separação e reciclagem dos resíduos gerados pela actividade dos lojistas;
- Recurso a fornecedores ambientalmente responsáveis;
- Redução de custos de electricidade;
- Promoção de acções de formação em práticas ambientais junto dos colaboradores;
- Utilização de uma frota de transportes o mais possível sustentável.
Após o anúncio dos 8 vencedores em Abril, a entrega dos prémios decorreu ao longo deste mês de Maio, nos diversos países dos centros comerciais aderentes.
Os vencedores irão receber um diploma e um troféu, bem como o prémio monetário no valor de 2.500 euros.
O prémio será atribuído a dois lojistas por país, um para a categoria A e outro para a categoria B. Na C haverá um único vencedor a nível internacional.
Além de premiar os lojistas com as melhores práticas ambientais a iniciativa visa "garantir uma melhoria continua da performance ambiental e minimizar os impactos das actividades da empresa em todas as áreas de negócio e em todos os países onde está presente" - Sonae Sierra.
Até um próximo post,
Margarida, relações públicas
segunda-feira, 27 de maio de 2013
As Diferentes Gerações nos Direitos Humanos
Num post anterior, falei-vos do que são os Direitos Humanos e um pouco da sua história, neste post vou falar-vos da evolução que estes tiveram perante três gerações diferentes e as mudanças de pensamentos que conduziram a algumas alterações, nestes sofridas.
O facto de podermos dividir os Direitos Humanos por gerações incide na evolução histórica destes mesmos direitos. O processo da criação dos Direitos Humanos é continuo e inesgotável, ou seja, à medida que a sociedade vai evoluindo será preciso aperfeiçoar os direitos de acordo com a nova conjuntura da sociedade, evoluem consoante o tempo e a realidade social.
1ª Geração
A primeira geração dos Direitos Humanos baseia-se na liberdade. Nesta fase eram importantes os aspectos axiológicos, tendo como mais relevantes as liberdades públicas e os direitos políticos.
Neste tempo era necessário a existência de alguns valores com protecção da sociedade face aos poderosos e ao seu abuso do poder. Alguns dos direitos deste tempo eram a liberdade de expressão, a pressunção de inocência, a inviobalidade de domicilio e a protecção à vida privada. O cidadão passa a ter o direito de votar, de ser votado, de ocupar funções públicas.
As liberdades públicas e os direitos políticos são,assim, um grande avanço para a época. Outros dos beneficios observáveis foram a abolição da pena de morte, trabalhos forçados, criação de leis que criminalizem o racismo, entre outras.
2ª Geração
Os Direitos Humanos da segunda geração consistem na ideia do Estado de bem-estar social e exigir prestações estatais positivas de forma a que todos possam beneficiar de igualdade de oportunidades. O Estado tem de ter condições sociais ou económicas favoráveis para a sua população. Aqui insere-se o direito à saúde, à educação, ao transporte, entre outros.
Desta forma, os direitos da segunda geração podem ser apresentados da seguinte forma: direitos sociais que incluem educação, saúde, trabalho e segurança, entre outros; direitos económicos, que incluem a valorização do trabalho, direitos culturais, acesso a fontes de cultura nacional, protecção do património cultural, manifestações culturais, entre outros.
3ª Geração
Os Direitos Humanos da terceira geração são denominados por direitos de fraternidade ou solidariedade. Abrangem o colectivo e não o individual.
Estes têm como maior objectivo, a protecção dos grupos mais vulneráveis bem como a preservação de um ambiente ecológico equilibrado.
A defesa destes direitos é fundamentalmente feita por organizações não-governamentais, como a ONU, ou pelo Ministério Público de um determinado Estado e agora com mais frequência do que à uns anos atrás pelos cidadãos em acções populares. A concretização dos direitos colectivos é do Estado mas também da sociedade.
Os direitos colectivos, englobam direitos como:
- Direito à paz; à propriedade sobre património comum da humanidade; à comunicação; à auto-determinação dos povos; à defesa de ameaça de purificação racial; à protecção em tempos de guerra.
É importante concluir, dizendo que tanto os Direitos Humanos da 1ª,2ª e 3ª geração ainda se encontram longe de concretizar, ou melhor, de serem plenos em todos os Estados, ainda existe muita guerra, muitos países onde a igualdade não é uma realidade e é sem dúvida preocupante que ainda assim o seja em pleno século XXI.
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
O facto de podermos dividir os Direitos Humanos por gerações incide na evolução histórica destes mesmos direitos. O processo da criação dos Direitos Humanos é continuo e inesgotável, ou seja, à medida que a sociedade vai evoluindo será preciso aperfeiçoar os direitos de acordo com a nova conjuntura da sociedade, evoluem consoante o tempo e a realidade social.
1ª Geração
A primeira geração dos Direitos Humanos baseia-se na liberdade. Nesta fase eram importantes os aspectos axiológicos, tendo como mais relevantes as liberdades públicas e os direitos políticos.
Neste tempo era necessário a existência de alguns valores com protecção da sociedade face aos poderosos e ao seu abuso do poder. Alguns dos direitos deste tempo eram a liberdade de expressão, a pressunção de inocência, a inviobalidade de domicilio e a protecção à vida privada. O cidadão passa a ter o direito de votar, de ser votado, de ocupar funções públicas.
As liberdades públicas e os direitos políticos são,assim, um grande avanço para a época. Outros dos beneficios observáveis foram a abolição da pena de morte, trabalhos forçados, criação de leis que criminalizem o racismo, entre outras.
2ª Geração
Os Direitos Humanos da segunda geração consistem na ideia do Estado de bem-estar social e exigir prestações estatais positivas de forma a que todos possam beneficiar de igualdade de oportunidades. O Estado tem de ter condições sociais ou económicas favoráveis para a sua população. Aqui insere-se o direito à saúde, à educação, ao transporte, entre outros.
Desta forma, os direitos da segunda geração podem ser apresentados da seguinte forma: direitos sociais que incluem educação, saúde, trabalho e segurança, entre outros; direitos económicos, que incluem a valorização do trabalho, direitos culturais, acesso a fontes de cultura nacional, protecção do património cultural, manifestações culturais, entre outros.
3ª Geração
Os Direitos Humanos da terceira geração são denominados por direitos de fraternidade ou solidariedade. Abrangem o colectivo e não o individual.
Estes têm como maior objectivo, a protecção dos grupos mais vulneráveis bem como a preservação de um ambiente ecológico equilibrado.
A defesa destes direitos é fundamentalmente feita por organizações não-governamentais, como a ONU, ou pelo Ministério Público de um determinado Estado e agora com mais frequência do que à uns anos atrás pelos cidadãos em acções populares. A concretização dos direitos colectivos é do Estado mas também da sociedade.
Os direitos colectivos, englobam direitos como:
- Direito à paz; à propriedade sobre património comum da humanidade; à comunicação; à auto-determinação dos povos; à defesa de ameaça de purificação racial; à protecção em tempos de guerra.
É importante concluir, dizendo que tanto os Direitos Humanos da 1ª,2ª e 3ª geração ainda se encontram longe de concretizar, ou melhor, de serem plenos em todos os Estados, ainda existe muita guerra, muitos países onde a igualdade não é uma realidade e é sem dúvida preocupante que ainda assim o seja em pleno século XXI.
Até um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Care2
A Care2 é uma rede social, cujo o objectivo principal é ajudar as pessoas a criarem um mundo melhor. Esta é das redes sociais com mais sucesso nos últimos tempos na medida em que ajuda a interligar as pessoas, organizações, negócios socialmente responsáveis de modo a criarem algum impacto na nossa sociedade.
O Care2 obriga-nos a criar um perfil e a partilhar nele os nossos interesses se nos quisermos registar, de forma, a podermos interagir com pessoas ou grupos que se preocupem com os mesmos assuntos que nós.
Através desta rede social podemos fazer a diferença na vida dos outros na nossa comunidade, ou até mesmo no Mundo, ajudando iniciativas e causas.
Nesta rede social, pode criar a sua própria petição e partilhar com amigos e começar a angariar fundos para a sua própria mudança no Mundo.
Logo, através desta rede podemos ter a nossa própria petição ou ajudar, apoiar outra causa. Podemos ajudar através de assinaturas ou doações, estando a ajudar alguém ou alguma causa, ou seja, uma pessoa ou organização que defende os mesmos interesses que nós.
As várias vertentes que o Care2 defende são, o bem-estar animal, os direitos das mulheres, política, alimentação, movimento LGBT, o desenvolvimento económico, a protecção de crianças, os direitos civis, a educação, o ambiente, entre outras. Permite-nos também encontrar acções de voluntariado de acordo com os nossos interesses na nossa área de região.
Desta forma, é nos permitido participar na sociedade e no Mundo em que vivemos, podendo-os tornar melhores.
Ajude-nos a ajudar e a tornar o nosso Mundo melhor!!
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de Relações Públicas
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Direitos Humanos
Quando recuamos uns anos atrás procuramos situações de luta pelos Direitos Humanos ou de violência dos mesmos. A escravatura era um dos exemplos onde se lutava pela dignidade humana. Haviam também, as lutas contra os povos que tentavam colonizar outros. Isto para vos dizer, que se fala dos Direitos Humanos e se luta por eles desde à muitos séculos.
Todos temos uma noção no que consiste os Direitos Humanos, mas explicando agora com palavras correctas, os Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos, abrangendo estes de uma forma mais pormenorizada direitos como o direito à vida, direito à liberdade, quer de expressão quer de pensamento, direito de igualdade entre géneros, entre muitos outros, sendo todos eles de igual forma importantes.
Alguns dos avanços históricos face aos Direitos Humanos foram a abolição da escravatura, abolição da pena de morte em alguns países, libertação de colónias dos países ocidentais e a entrada da mulher no mercado de trabalho.
É importante referir alguns nomes relacionados com a luta dos direitos fundamentais, entre eles, Mahatma Ghandi, no seu papel na luta pela desconalização da Índia, José Ramos Horta, pelo constante alerta que fez à situação de Timor-Leste, Martin Luther King na luta pela igualdade, Nelson Mandela pela luta pela sua África, entre outros. Estas são personalidades de impacto mundial. Existem também organizações não- governamentais que lutam e defendem os Direitos Humanos.
Podemos esquematizar algumas características comuns aos Direitos Humanos que nos permitem uma compreensão mais aprofundada da sua função. Sendo eles:
Universalidade: os direitos fundamentais aplicam-se a todos os indivíduos independentemente da sua nacionalidade, sexo, raça, credo ou convicção politico-filosófica;
Efectividade: o poder público deve actuar de modo a garantir a efectivação dos direitos e garantias fundamentais, usando inclusive mecanismos coercitivos quando necessários, porque esses direitos não se satisfazem com o simples reconhecimento abstracto;
Interdependência: As várias previsões constitucionais e infraconstitucionais não podem chocar-se com os direitos fundamentais, devem-se relacionar de forma a atingirem as suas finalidades.
Complementariedade: Os direitos humanos fundamentais não devem ser interpretados isoladamente, mas sim em conjunto, com a finalidade da sua plena realização.
Imprescritibilidade: os direitos humanos fundamentais não se perdem pelo decurso de prazo, são permanentes.
Inalienabilidade: não se transferem de uma para outra pessoa, os direitos fundamentais, ou seja, gratuitamente, mediante o pagamento.
Denunciabilidade: Os direitos humanos fundamentais não são renunciáveis. Não se pode exigir de ninguém que renuncie à vida ou à liberdade em lugar de outra pessoa.
Inviolabilidade: Nenhuma lei infraconstitucional nem nenhuma autoridade pode desrespeitar os direitos fundamentais de outrem, sob pena de responsabilização civil, administrativa e criminal.
É talvez importante, após este post pensarmos se os Direitos Humanos terão ou não mudado ao longo destes anos. Será que as pessoas se respeitam mais? Como está a nossa sociedade face a alguns temas, como a discriminação, a pena de morte, a escravatura?
Num próximo post, irei explicar-vos como estes evoluíram....
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
terça-feira, 21 de maio de 2013
Responsabilidade Social e Acção Organizacional
A Responsabilidade Social ou a Responsabilidade Social Organizacional é uma vertente que faz parte do papel das organizações.
Hoje em dia assistimos, a uma constante necessidade de procura de se ser aceite pelo público sendo a organização vista como uma "pessoa de bem", ou seja, que pratica o bem e se preocupa com os outros.
As organizações com esta vertente de "responsabilidade pública" é concretizada no seguimento de que as organizações não são só responsáveis pelos seus lucros mas também pelo desenvolvimento social.
Cutlip, Center e Broom (1994,p.441) designaram os anos 80 como a "nova era de responsabilidade social", apresentando-a ligada a uma noção de vizinhança, ou seja, a noção de que ser socialmente responsável é também corporizado numa lógica local.
Tendo em atenção as diferentes definições de relações públicas percebemos que o conceito subjacente à responsabilidade social organizacional - interesse público está presente em quase todas elas.
Rex Harlow (Wilcox, Autt, Agee e Cameron, 2001, p.4) na sua definição da função de relações públicas sublinha o papel destas no despertar das consciências dos gestores para a responsabilidade de servir o interesse público.
Para Cutlip, Center e Broom (1994,p.3) na sua definição tornam presentes as ideias de "interesse público" e "conquista da confiança e aceitação do público", como objectivos de alcançar pelas R.P.
Podemos, assim, concluir que o papel das R.P está envolvido no conceito Responsabilidade Social Organizacional.
A noção de Responsabilidade Social Organizacional foi evoluindo ao longo dos tempos estando associado aos códigos éticos e deontológicos, a filantropia e aos programas de relação com a comunidade.
Hoje em dia, podemos ver que o termo de responsabilidade social se alarga a outras noções como a qualidade de produtos, serviços e bens, protecção do ambiente, causas humanitárias, como a luta contra a fome, pobreza e doença. Associa-se também ao universo da responsabilidade social a equidade, justiça, não discriminação por género, raça ou idade.
No entanto, todos os autores partilham a ideia de que as organizações não são vistas pelos públicos apenas como sistemas económicos, mas também como sistemas sociais e como tal têm responsabilidades para com a sociedade.
Logo, as organizações são responsáveis pelos impactos que a sua actividade provoca nos cidadãos enquanto seres individualmente considerados, na sociedade e no meio ambiente.
Não serve de nada ser tomada internamente a decisão de adopção de politicas de responsabilidade social se a sociedade não tomar conhecimento dessas politicas, ou mesmo, se não beneficiar como um todo dessas.
É importante que todas as organizações se questionem "que contributo tem a acção da minha organização para com os outros?".
A resposta encontra-se numa lógica de sustentabilidade em três áreas económica, ambiental e social, onde as R.P são fundamentais na reflexão sobre o papel que as organizações, como estruturas essenciais à sociedade, desempenham numa política de responsabilidade social passível de conferir à globalização um equilíbrio e harmonização entre estas três áreas.
Podemos, definir como palavras chave a este tema: transparência; autenticidade e confiança.
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
domingo, 19 de maio de 2013
Swatch...uma marca responsável
Olá, hoje trago-vos os projectos que a marca Swatch desenvolveu até agora, mostrando-se ser uma marca com preocupação de ajudar, criar um mundo melhor principalmente com as crianças que são o futuro.
A marca Swatch é uma das marcas que por norma é marca oficial em muitos eventos importantes e de impacto mundial como os jogos olímpicos, taças mundiais, campeonatos de snowboard, entre outros.
Em 2000 a marca desenvolve o seu primeiro projecto, "Escola de Timor" , juntamente com o miau.pt onde promoveram um leilão de beneficência com 9 relógios assinados por diversas figuras públicas como, João Pinto, Paulo Sousa, Rui Costa, Diogo Infante, Jorge Gabriel, Rui Veloso, Sérgio Godinho, Trovante e Luís de Matos, cujos os fundos seriam utilizados na reconstrução da escola de Venilale, Timor. Após o leilão os relógios foram entregues aos seus novos proprietários numa embalagem emblemática, um tijolo cerâmico pintado à mão.
A receita da venda de todos os relógios "A escola", destinou-se directamente a Timor para a reconstrução da escola, assim se lançou o primeiro projecto da Swatch no âmbito da responsabilidade social.
Após o sucesso do primeiro projecto, quatro anos mais tarde (2004), a Swatch lança o seu segundo projecto, "Fraldinhas". O objectivo era oferecer uma casa à Ajuda de Berço, associação que apoia crianças recém-nascidas. Foi inaugurada a 8 de Julho de 2004, tendo a Câmara Municipal de Lisboa apoiado também este projecto cedendo casas rurais degradas, onde hoje funciona esta iniciativa.
Em 2006, aparece o projecto "Ursinhos" ligado à Casa do Gil. A receita das vendas do relógio "ursinhos" reverte para este centro de acompanhamento pós-hospitalar temporário, inaugurado a 11 de Julho de 2006.
Este centro tem como principal objectivo dar uma vida melhor a crianças até aos 12 anos que necessitam de assistência e readaptação pós-hospitalar.
O projecto "Casa das cores - Um mundo perfeito", surge um ano depois (2007), em parceria com a RTP, Câmara Municipal de Lisboa, BPI e a Fundação Luís Figo.
A Casa das cores é um centro de Acolhimento Temporário onde foram criadas condições mais próximas das de um ambiente familiar saudável e equilibrado e que permitem a construção e concretização de projectos de vida.
Os fundos para este projecto resultaram da venda dos relógios "Swatch Mundo Perfeito" e "Swatch Amiguinho".
O último projecto solidário da Swatch surgiu em 2009, "Uma casa para o Mundo". O objectivo era construir um centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas, do Conselho Português para os Refugiados (CPR). A Câmara Municipal de Lisboa, volta a contribuir com a doação das instalações, e este projecto tem o patrocinio da D. Maria Cavaco Silva, sendo realizado em parceria com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Câmara Municipal de Lisboa, SIC Esperança, BPI, Fundação Luís Figo e a JCDecaux.
Neste projecto, por cada relógio vendido 6 euros revertiam a favor deste.
Podemos, assim, dizer que a Swatch é sem dúvida uma marca de cariz social e humanitário, desenvolvendo os seus projectos de apoio a todas estas crianças.
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
sábado, 18 de maio de 2013
Pacto Global das Nações Unidas (ONU)
O Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) é uma iniciativa apresentada pelo ex-secretário de Estado das Nações Unidas, Kofi Annan em 2000, conjuntamente com os objectivos do Milénio. Planeada para empresas comprometidas em alinhar as suas operações e estratégias com os dez princípios universalmente aceites nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
Com mais de 8.700 empresas participantes e partes interessadas - stakeholders - em mais de 140 países, o Pacto Global da ONU é a maior iniciativa de responsabilidade corporativa voluntária do mundo.
O Pacto Global tem dois objectivos complementares:
- Integrar os dez principios nas actividades empresariais em redor do mundo;
- Catalisar acções em apoio aos mais amplos objectivos de desenvolvimento da ONU, incluindo, por exemplo, as Metas de Desenvolvimento do Milénio.
Este Pacto Global foi então criado porque havia uma grande falha no que tocava às politicas de sustentabilidade e responsabilidade social por parte das empresas.
O Pacto Global é...
- Uma iniciativa voluntária para promover o desenvolvimento sustentável e a boa cidadania corporativa;
- Um conjunto de valores baseados em princípios universalmente aceites;
- Uma rede de empresas e outros stakeholders;
- Um fórum para aprendizagem e troca de experiências;
O Pacto Global não é...
- Juridicamente vinculativo;
- Um mecanismo para monitorizar e controlar o comportamento empresarial;
- Uma normativa, sistema de gestão ou código de conduta.
- Um organismo regulador ou uma agência de Relações Públicas.
Os dez princípios do Pacto Global nas áreas dos direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção gozam de um consenso universal que pretende promover o desenvolvimento sustentável e uma boa cidadania corporativa:
Dez Princípios
Direitos Humanos
Principio 1 - As empresas devem apoiar e respeitar a protecção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente;
Principio 2 - certificar-se de que não são cúmplices em abusos dos direitos humanos.
Trabalho
Principio 3- As empresas devem defender a liberdade de associação e o reconhecimento efectivo do direito à negociação colectiva.
Principio 4 - Eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório;
Principio 5 - Erradicação efectiva do trabalho infantil;
Principio 6 - Eliminação da discriminação no emprego e ocupação.
Meio Ambiente
Principio 7 - As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva sobre os desafios ambientais;
Principio 8 - Desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilidade ambiental;
Principio 9 - Incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis.
Combate à Corrupção
Principio 10 - As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.
Esta iniciativa oferece então uma panóplia de fluxos de trabalho, ferramentas de gestão e outros recursos fornecidos pela ONU, em que todos estão concebidos para ajudar a melhorar os modelos empresariais sustentáveis em redor do Mundo.
Espero que achem este tema interessante, pois hoje em dia é bastante importante que as empresas queiram ser e sintam necessidade de serem socialmente responsáveis ou sustentáveis, mas que sejam de livre vontade.
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de Relações Públicas
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Marketing Social
Hoje em dia muitas são as empresas que estão a
praticar o Marketing social. É uma acção institucional que se preocupa em reduzir
ou eliminar os problemas sociais, carências da sociedade relativamente à higiene e saúde pública, trabalho, educação,
habitação, transportes e nutrição.
Pode ser
definido como a gestão do processo de inovações de carácter social a partir da
adopção de atitudes, comportamentos e práticas individuais e colectivas,
orientadas de acordo com preconceitos éticos, sendo estes fundamentados com
base nos direitos humanos.
O
Marketing Social procura criar um conceito de inovações sociais que pretende
introduzir, implementando estratégias, criando e planeando, além de executar as
campanhas de comunicação para satisfazer as necessidades que não estão a ser
atendidas, promovendo novos paradigmas sociais.
Diferentes
instituições como as organizações de utilidade pública, ONG, fundações, IPSSs,
empresas comerciais com uma política de responsabilidade social e organizações
sem fins lucrativos, são as principais envolvidas neste novo conceito. O
marketing social consiste no uso de princípios e técnicas de marketing para
persuadir determinados públicos-alvo, para que deliberadamente aceitem,
rejeitem, alterem ou abandonem um comportamento para proveito de indivíduos,
grupos ou da sociedade em geral.
Existem várias formas de se utilizar o marketing social, podendo
este ser o marketing de filantropia - doação
feita pela empresa a uma entidade que será beneficiada; o marketing de campanhas sociais - pretendem fixar as mensagens de interesse público através de
embalagens de produtos, organizar uma força de vendas para determinado
percentual ou dia de vendas ser destinado a entidades; o marketing de patrocínio dos projectos
sociais - o patrocínio pode ser a terceiros, com as
empresas actuando em parceria com os governos no financiamento de suas acções
sociais, como o Programa Comunidade Solidária, e também o patrocínio próprio,
em que as empresas, através de seus institutos e fundações, criam os seus
projectos e implementam-nos com recursos próprios; o marketing de relacionamento com base
em acções sociais- utiliza o pessoal de vendas
da empresa para orientar os clientes como usuários de serviços sociais e
por último, o marketing de
promoção social do produto e da marca - a empresa
utiliza o nome de uma entidade ou logótipo de uma campanha, agregando valor ao
seu negócio e gerando aumento de vendas.
As campanhas de marketing social são campanhas de formação e
informação, dependendo da capacidade de comunicar eficazmente a mensagem social
pretendida. Podemos identificar as variáveis da publicidade, relações públicas
e marketing relacional como as principais ferramentas a serem utilizadas.
Algumas
ONG´s possuem o apelo internacional, como o Greenpeace criado em 1970 e de
origem Canadense é hoje considerado um fenómeno mundial.
Passando
agora a dar um exemplo de marketing social a Petróleo Brasileiro S/A –
PETROBRAS, tem vindo a actuar de forma constante em programas sociais e
ambientais empenhando-se na melhoria da qualidade de vida da população
brasileira e dos países onde actua. O objetivo desta área dentro da companhia é
promover, preservar e defender a marca e a identidade corporativa da Petrobras,
reforçando os seus atributos e os compromissos com o público, seguindo o
caminho do patrocínio a projetos culturais, sociais e ambientais voltados para
o desenvolvimento humano sustentável, de forma a gerar trabalho e riqueza.
Outras marcas conhecidas, como a Coca-Cola também se preocupam em desenvolver acções de marketing social, passo agora uns filmes onde podemos visualizar campanhas da coca-cola e de outras marcas onde está patente o marketing social e a preocupação destas com a sociedade.
Até ao próximo post,
Margarida
quinta-feira, 9 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Voluntariado – Ensino ou Aprendizagem?
Hoje em dia
vivemos numa sociedade capitalista que apela ao consumo e valoriza o material.
O voluntariado de certa forma mostra-se contra esta corrente que existe na
sociedade que assenta principalmente em valores materiais e económicos.
Contudo, não deixamos de estar a viver num mundo feito de contradições e esta é
só mais uma: diz-se que o associativismo está em crise, mas o apelo ao
voluntariado e a emergência do mesmo é cada vez maior, mais discutido e
considerado mais importante, pois inclui projectos de desenvolvimento local,
luta contra a pobreza e a exclusão social, quer em Portugal, quer em muitos
outros países.
O voluntariado é
quando uma pessoa realiza determinada acção de livre vontade e sem fins
lucrativos, podemos dizer que é o conjunto de acções de interesse social e
comunitário, onde toda a actividade desempenhada reverte a favor do serviço e
do trabalho. É considerada uma profissão de prestígio visto que ajuda-se quem
precisa, contribuindo para um mundo mais justo e mais solidário. Muitas vezes
necessita de especialização e profissionalismo, visto que empresas como
hospitais e escolas, por exemplo, necessitam destes serviços de voluntariado. O
trabalho voluntário tem sido um factor importante para o crescimento das
organizações não-governamentais.
O voluntariado é
o amor em toda a sua essência, porque pessoas voluntárias são dignas da
condição humana, porque cuidam de desconhecidos sem, no entanto, receber
remuneração e muito menos se preocupam em conquistar a fama, o dinheiro ou o
reconhecimento da sociedade. Não é de todo fácil ser se voluntário, pois exige
ter muito amor para dar, respeito e consideração para com os que vivem em
momentos de fragilidade social e financeira.
Hoje em dia no
voluntariado é nos possível observar algo que há uns anos atrás não era assim,
hoje são muito mais os jovens que aderem a este tipo de iniciativas. Como se
explica isso? O que leva um jovem a ter uma experiência de voluntariado, muitas
das vezes até no estrangeiro? Estará a educação escolar e não escolar na base
deste altruísmo? De que forma? O senso comum encontra uma explicação, pois
muitas vezes o caracter missionário e religioso de algumas pessoas é a
principal causa. Por exemplo, a religião católica que tem um forte impacto na
sociedade portuguesa, apela aos valores da caridade, solidariedade e bem comum.
Estes valores fazem também parte da maneira de ser de muitas pessoas que não
acreditam em religiões.
Foi considerado
o ano 2001 pela Assembleia Geral da ONU, o Ano Internacional dos Voluntários como
reconhecimento da valiosa contribuição e potencial deste para o desenvolvimento
económico e social.
O voluntariado é
também reconhecido pelas Nações Unidas e pelo papel importante que desempenha
para o alcance dos objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Após uma
introdução do que é o voluntariado, vou agora dar-vos a conhecer uma acção de
voluntariado que está a decorrer e da qual faço parte de uma equipa, “Um Dia Pela Vida” é uma iniciativa da Liga Portuguesa
Contra o Cancro no âmbito do programa internacional Relay for Life da American
Cancer Society. Tem como principais
objectivos: Mudar a
atitude da comunidade e de cada um de nós face à doença - cancro não é necessariamente
morte; educar e informar, a prevenção é o caminho para a cura e angariar fundos para os programas de prevenção e
actividades da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Trata-se de um projecto desenvolvido na
comunidade, pela comunidade, num período que oscila entre os 3 a 4 meses e que
culmina com a grande festa de encerramento. Desenrola-se numa atmosfera de
festa com espectáculos, música, jogos e outras actividades paralelas. Grupos de
pessoas (equipas) participam numa caminhada simbólica ao longo de um percurso
que significa não só os passos do doente oncológico após lhe ter sido diagnosticada
a doença, como também o empenho de todos na luta contra o cancro. Uma vez
que o Um Dia Pela Vida é acima de tudo uma reunião da comunidade e não uma
prova desportiva, todos podem participar. Família, amigos, grupos
profissionais, colectividades etc., partilhando todos os mesmos objectivos: o
acompanhar o doente oncológico e apoiar a missão da Liga Portuguesa Contra o
Cancro. As palavras-chave deste projecto são: Celebrar. Recordar. Lutar.
Em Portugal o Um Dia Pela Vida teve o seu início na vila de Coruche em 2005
e desde então já teve lugar em Mértola, Azeitão, Lamego, Ponte de Lima,
Redondo, Elvas, Caldas da Rainha, Trofa, Seia, Almeirim, Moura, Alcácer do
Sal, Castelo Branco, Guimarães, Funchal, Benavente, Abrantes, Maia,
Portalegre, Viana do Castelo, Valença do Minho, Machico, Serpa, Torres Novas,
Felgueiras, Vila Viçosa, Peso da Régua, Ílhavo, Ribeirinha, Pombal,
Guarda, Santarém. Todos foram um enorme sucesso em termos de adesão das
comunidades a esta causa que é a Luta Contra o Cancro.
Um Dia Pela Vida representa a esperança de que os que foram levados pelo
cancro não serão esquecidos, que aqueles que estão a lutar contra o cancro
serão apoiados e que um dia o Cancro será vencido.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Diferentes Abordagens à Responsabilidade Social
Após o primeiro post onde
expliquei o que é a responsabilidade social, neste segundo post passarei a explicar
os diferentes tipos que existem.
Por responsabilidade social
corporativa, entende-se o conjunto de ações que beneficiam a sociedade e as
corporações que são tomadas pelas empresas, levando em consideração a economia,
educação, meio-ambiente, saúde, transporte, residência, actividades locais e o
governo.
Por norma, as organizações criam programas sociais, o
que acaba por gerar benefícios mútuos entre a empresa e a comunidade
conseguindo, desta forma, dar qualidade de vida aos funcionários e à própria
população.
A Responsabilidade Social Empresarial está bastante
relacionada com uma gestão ética e transparente que a organização deve ter com as
partes interessadas, para minimizar os impactos
negativos no meio ambiente e na comunidade.
De acordo com Melo Neto e
Froes (2001), a melhor maneira de analisar o conceito de responsabilidade
social empresarial é identificando as diversas visões existentes, apresentadas
a seguir:
·
A responsabilidade social como atitude e comportamento
empresarial ético e responsável: Tem como dever e compromisso da organização
assumir uma postura transparente, responsável e ética nas suas relações com os
seus diversos públicos (governo, clientes, fornecedores, comunidade, etc.)
·
A responsabilidade social como um conjunto de valores: Não incorpora apenas
conceitos éticos, mas uma série de outros conceitos que lhe proporciona
sustentabilidade, como por exemplo, autoestima dos funcionários,
desenvolvimento social entre outros.
·
A responsabilidade social como postura estratégica
empresarial: A procura da responsabilidade social é vista como uma
ação social estratégica que gera retorno positivo aos negócios, ou seja, os
resultados são medidos através do facturamento, vendas e market share (quotas
de mercado).
·
A responsabilidade social como estratégia de
relacionamento: Centra-se na melhoria de qualidade do relacionamento
com seus diversos públicos-alvo, a responsabilidade social é usada como
estratégia de marketing de relacionamento, especialmente com clientes,
fornecedores e distribuidores.
·
A responsabilidade social como estratégia de marketing
institucional: O foco principal está na melhoria da imagem
institucional da empresa. São os ganhos institucionais da condição de
empresa-cidadã que justificam os investimentos em acções sociais encetadas pela
empresa.
·
A responsabilidade social como estratégia de
valorização das acções da empresa (agregação de valor): Para Georgete Pereira, “a
reputação de uma empresa e o valor de suas ações no mercado andam juntos”
(CECATO, 2000 apud MELO NETO E FROES, 2001, p. 40). Uma pesquisa feita por
esta organização identificou que 70% do valor de mercado de uma empresa
dependem de seus resultados financeiros. Os outros 30% dependem da sua
reputação no mercado.
·
A responsabilidade social como estratégia de recursos
humanos: As acções
são focadas nos colaboradores e nos seus dependentes, com o objetivo de
satisfazê-los e consequentemente reter os seus principais talentos e aumentar a
produtividade.
·
A responsabilidade social como estratégia de
valorização de produtos/serviços: O objectivo não é apenas comprovar a qualidade
dos produtos/serviços da empresa, mas também lhes proporciona o status de
“socialmente correctos”.
·
A responsabilidade social como estratégia de inserção
na comunidade: A empresa procura melhorar as suas relações com a
comunidade e com a sociedade e também a definição de novas formas de continuar
nela inserida.
·
A responsabilidade social como estratégia social de
desenvolvimento na comunidade: A responsabilidade social é vista como uma
estratégia para o desenvolvimento social da comunidade. Dessa forma, a
organização passa a assumir papel de agente do desenvolvimento local, junto com
outras entidades comunitárias e o próprio governo.
·
A responsabilidade social como promotora da cidadania
individual e colectiva: A empresa, mediante as suas acções, ajuda os seus
colaboradores a tornarem-se verdadeiros cidadãos e contribui para a promoção da
cidadania na sociedade e na comunidade.
·
A responsabilidade social como exercício de
consciência ecológica: A responsabilidade social é vista como
responsabilidade ambiental. A empresa investe em programas de educação e preservação
do meio ambiente, e consequentemente, torna-se uma difusora de valores e
práticas ambientalistas.
·
A responsabilidade social como exercício de
capacitação profissional: Neste caso, o exercício de responsabilidade social dá-se
com a capacitação profissional dos membros da comunidade e empregados da
empresa.
·
A responsabilidade social como estratégia de
integração social: Esse conceito parte do pressuposto de que o maior
desafio histórico da nossa sociedade atual é o de criar condições para que se
atinja a efetiva inclusão social no país.
·
Responsabilidade Social tem um conceito amplo, com
muitos significados e sinónimos, cidadania corporativa, desenvolvimento
sustentável, crescimento sustentável, sustentabilidade, capitalismo
sustentável, filantropia empresarial, marketing social e activismo social
empresarial. Todos estes referem-se em geral ao conjunto de acções estabelecidas
por empresas em relação à sociedade que transitam a esfera directa da sua
actividade económica ( Joana Garcia,2004).
·
A responsabilidade social de uma empresa melhora a sua
comunicação com a sociedade por uma simples razão: a partir do momento em que a
empresa está convencida do seu papel social e se orienta para a melhoria
contínua dessa sociedade, este esforço resulta apenas num constante
fortalecimento, que aumenta e reforça o seu conceito junto dessa mesma
sociedade.
Percebe-se então que são
inúmeras as interpretações e definições de Responsabilidade Social Empresarial
e que cada empresa acaba atuando de uma forma perante si e a sociedade. Em
geral, não há um significado preciso de responsabilidade social, surgindo
assim, conhecimentos teóricos com diferentes conceitos – responsabilidade
social como obrigação social (Friedman, 1970); responsabilidade social como
aprovação social (Davis e Blomstrom, 1975) e responsabilidade social como
abordagem sistémica dos stakeholders (Zadek, 1998).
Até um próximo post,
Margarida, aluna de Relações Públicas
sábado, 30 de março de 2013
O meu 1º Post - O que é a Responsabilidade Social?
Este blogue foi criado no âmbito
da disciplina de Responsabilidade e Reputação Social tendo como principal
objectivo comentar e expressar a minha opinião e partilhar acontecimentos,
factos, práticas e eventos relevantes sobre responsabilidade social, que vão
acontecendo nos dias de hoje em torno de toda a sociedade e o Mundo.
Neste primeiro post vou começar
por explicar o conceito de Responsabilidade Social, pois é fundamental para
mais tarde poder comentar e expressar a minha opinião relativamente a notícias
e acontecimentos relacionados com o tema.
Quando
falamos em Responsabilidade Social podemos associar palavras como ética, dever,
obrigação, moral, solidariedade, acção social, causas, cidadania e
voluntariado.
No
mundo contemporâneo está-se a sofrer inúmeras transformações a nível económico,
politico, social e cultura, o que leva a que sejam adoptados novos modelos de
relações entre instituições e mercados, organizações e a sociedade. A
responsabilidade social começa, então, a revelar-se, desta forma, um factor
decisivo para o desenvolvimento e o crescimento das empresas.
A
Responsabilidade Social diz respeito ao cumprimento dos deveres e obrigações
dos indivíduos e empresas para com a sociedade em geral. É também quando as
empresas decidem, voluntariamente contribuir para uma sociedade mais justa e
para um ambiente mais limpo. Neste caso, a gestão das empresas não pode/deve,
preocupar-se apenas com o cumprimento de interesses dos proprietários das
mesmas, deve preocupar-se também, pelos outros interessados como, por exemplo,
os trabalhadores, as comunidades locais, os clientes, os fornecedores, as
autoridades públicas, os concorrentes e a sociedade em geral.
A
Responsabilidade Social pode dividir-se em dois níveis: interno e externo. O
nível interno, está relacionado com os trabalhadores, com todas as partes
interessadas afectadas pela empresa e que, podem influenciar no alcance dos
resultados. O nível externo, tem em conta as consequências das acções de uma
organização sobre os seus componentes externos, como o ambiente, os seus
parceiros de negócio e o meio envolvente.
Hoje
em dia, podemos observar uma responsabilidade acrescida das organizações. Num
contexto de globalização e de mutação industrial em escala larga, emergiram
novas preocupações e expectativas dos cidadãos, dos consumidores, das
autoridades públicas e dos investidores. Os indivíduos e as instituições, como
consumidores e/ou investidores, adoptam, critérios sociais nas suas decisões,
por exemplo, hoje em dia os consumidores por vezes recorrem aos rótulos sociais
e ecológicos para tomarem decisões de compra de produtos.
A
comunicação social e as modernas tecnologias da informação e da comunicação têm
colocado a actividade empresarial e económica numa maior transparência, o que
possibilita a que haja um conhecimento mais rápido e mais profundo das acções
empresariais, tanto as socialmente irresponsáveis como as que representam bons
exemplos, com consequências notáveis na reputação e na imagem das empresas.
Este
primeiro post tem como objectivo clarificar um pouco o conceito de
responsabilidade social e ajudar-vos a pensar em certos conceitos chave para
este mesmo tema. Num próximo post irei clarificar, alguns tipos de
responsabilidade social e acontecimentos práticos onde este se aplique.
Até
breve,
Margarida,
aluna de Relações Públicas
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