A Responsabilidade Social ou a Responsabilidade Social Organizacional é uma vertente que faz parte do papel das organizações.
Hoje em dia assistimos, a uma constante necessidade de procura de se ser aceite pelo público sendo a organização vista como uma "pessoa de bem", ou seja, que pratica o bem e se preocupa com os outros.
As organizações com esta vertente de "responsabilidade pública" é concretizada no seguimento de que as organizações não são só responsáveis pelos seus lucros mas também pelo desenvolvimento social.
Cutlip, Center e Broom (1994,p.441) designaram os anos 80 como a "nova era de responsabilidade social", apresentando-a ligada a uma noção de vizinhança, ou seja, a noção de que ser socialmente responsável é também corporizado numa lógica local.
Tendo em atenção as diferentes definições de relações públicas percebemos que o conceito subjacente à responsabilidade social organizacional - interesse público está presente em quase todas elas.
Rex Harlow (Wilcox, Autt, Agee e Cameron, 2001, p.4) na sua definição da função de relações públicas sublinha o papel destas no despertar das consciências dos gestores para a responsabilidade de servir o interesse público.
Para Cutlip, Center e Broom (1994,p.3) na sua definição tornam presentes as ideias de "interesse público" e "conquista da confiança e aceitação do público", como objectivos de alcançar pelas R.P.
Podemos, assim, concluir que o papel das R.P está envolvido no conceito Responsabilidade Social Organizacional.
A noção de Responsabilidade Social Organizacional foi evoluindo ao longo dos tempos estando associado aos códigos éticos e deontológicos, a filantropia e aos programas de relação com a comunidade.
Hoje em dia, podemos ver que o termo de responsabilidade social se alarga a outras noções como a qualidade de produtos, serviços e bens, protecção do ambiente, causas humanitárias, como a luta contra a fome, pobreza e doença. Associa-se também ao universo da responsabilidade social a equidade, justiça, não discriminação por género, raça ou idade.
No entanto, todos os autores partilham a ideia de que as organizações não são vistas pelos públicos apenas como sistemas económicos, mas também como sistemas sociais e como tal têm responsabilidades para com a sociedade.
Logo, as organizações são responsáveis pelos impactos que a sua actividade provoca nos cidadãos enquanto seres individualmente considerados, na sociedade e no meio ambiente.
Não serve de nada ser tomada internamente a decisão de adopção de politicas de responsabilidade social se a sociedade não tomar conhecimento dessas politicas, ou mesmo, se não beneficiar como um todo dessas.
É importante que todas as organizações se questionem "que contributo tem a acção da minha organização para com os outros?".
A resposta encontra-se numa lógica de sustentabilidade em três áreas económica, ambiental e social, onde as R.P são fundamentais na reflexão sobre o papel que as organizações, como estruturas essenciais à sociedade, desempenham numa política de responsabilidade social passível de conferir à globalização um equilíbrio e harmonização entre estas três áreas.
Podemos, definir como palavras chave a este tema: transparência; autenticidade e confiança.
Até a um próximo post,
Margarida, aluna de relações públicas
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